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Fernando Pessoa
246 quotes
“Somos dois abismos -- um poço fitando o céu.”
Fernando Pessoa (1888–1935) said by 1935 at the latest wikiquote:pt, CC BY-SA 4.0 source
“Sou um homem para quem o mundo exterior é uma realidade interior.”
Fernando Pessoa (1888–1935) said by 1935 at the latest wikiquote:pt, CC BY-SA 4.0 source
“Sou todas essa coisas, embora o não queira, no fundo confuso da minha sensibilidade fatal.”
Fernando Pessoa (1888–1935) said by 1935 at the latest wikiquote:pt, CC BY-SA 4.0 source
“Tenho neste momento tantos pensamentos fundamentais, tantas coisas verdadeiramente metafísicas para dizer, que me canso de repente, e decido não escrever mais, não pensar mais, mas deixar que a febre de dizer me dê sono, e eu faça festas, como a um gato, a tudo quanto poderia ter dito.”
Fernando Pessoa (1888–1935) said by 1935 at the latest wikiquote:pt, CC BY-SA 4.0 source
“Ter opiniões definidas e certas, instintos, paixões e carácter fixo e conhecido -- tudo isto monta ao horror de tornar a nossa alma num facto, de a materializar e tornar exterior.”
Fernando Pessoa (1888–1935) said by 1935 at the latest wikiquote:pt, CC BY-SA 4.0 source
“Todo o gesto é um acto revolucionário.”
Fernando Pessoa (1888–1935) said by 1935 at the latest wikiquote:pt, CC BY-SA 4.0 source
“Todo o prazer é um vício, porque buscar o prazer é o que todos fazem na vida, e o único vício negro é fazer o que toda a gente faz.”
Fernando Pessoa (1888–1935) said by 1935 at the latest wikiquote:pt, CC BY-SA 4.0 source
“Todos os problemas são insolúveis. A essência de haver um problema é não haver solução. Procurar um facto significa não haver um facto. Pensar é não saber existir.”
Fernando Pessoa (1888–1935) said by 1935 at the latest wikiquote:pt, CC BY-SA 4.0 source
“Tornamo-nos esfinges, ainda que falsas, até chegarmos ao ponto de não sabermos quem somos.”
Fernando Pessoa (1888–1935) said by 1935 at the latest wikiquote:pt, CC BY-SA 4.0 source
“Trazem-me a fé como um embrulho fechado numa salva alheia. Querem que o aceite para que não o abra.”
Fernando Pessoa (1888–1935) said by 1935 at the latest wikiquote:pt, CC BY-SA 4.0 source
“Tudo é absurdo.”
Fernando Pessoa (1888–1935) said by 1935 at the latest wikiquote:pt, CC BY-SA 4.0 source
“Uma espécie de anteneurose do que serei quando já não for gela-me o corpo e alma. Uma como que lembrança da minha morte futura arrepia-me dentro.”
Fernando Pessoa (1888–1935) said by 1935 at the latest wikiquote:pt, CC BY-SA 4.0 source
“Um tédio que inclui a antecipação só de mais tédio; a pena, já, de amanhã ter pena de ter tido pena hoje.”
Fernando Pessoa (1888–1935) said by 1935 at the latest wikiquote:pt, CC BY-SA 4.0 source
“Viajar? Para viajar basta existir. [...] Para quê viajar? Em Madrid, em Berlim, na Pérsia, na China, nos Pólos ambos, onde estaria eu senão em mim mesmo, e no tipo e género das minhas sensações? // A vida é o que fazemos dela. As viagens são os viajantes. O que vemos não é o que vemos, senão o que somos.”
Fernando Pessoa (1888–1935) said by 1935 at the latest wikiquote:pt, CC BY-SA 4.0 source
“Vivo sempre no presente. O futuro, não o conheço. O passado, já o não tenho.”
Fernando Pessoa (1888–1935) said by 1935 at the latest wikiquote:pt, CC BY-SA 4.0 source
“A beleza de um corpo nu só a sentem as raças vestidas. O pudor vale sobretudo para a sensibilidade como o obstáculo para a energia." Bernardo Soares (no Livro do Desassossego)”
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“A liberdade é a possibilidade do isolamento.(..) Se te é impossível viver só, nasceste escravo."(...) (no Livro do Desassossego)”
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“(...) A maioria pensa com a sensibilidade, eu sinto com o pensamento. Para o homem vulgar, sentir é viver e pensar é saber viver. Para mim, pensar é viver e sentir não é mais que o alimento de pensar(...)". (no Livro do Desassossego)”
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“Agir, eis a inteligência verdadeira. Serei o que quiser. Mas tenho que querer o que for. O êxito está em ter êxito, e não em ter condições de êxito. Condições de palácio tem qualquer terra larga, mas onde estará o palácio se não o fizerem ali?" Bernardo Soares no Livro do Desassossego”
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“Alguns têm na vida um grande sonho e faltam a esse sonho. Outros não têm na vida nenhum sonho, e faltam a esse também." Bernardo Soares (no Livro do Desassossego)”
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“De sonhar ninguém se cansa, porque sonhar é esquecer, e esquecer não pesa e é um sono sem sonhos em que estamos despertos." Bernardo Soares (no Livro do Desassossego)”
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“Deus é o existirmos e isto não ser tudo." Bernardo Soares (no Livro do Desassossego)”
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“Dormia tudo como se o universo fosse um erro. (no Livro do Desassossego)”
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“Haja ou não deuses, deles somos servos." Bernardo Soares (no Livro do Desassossego)”
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“Matar o sonho é matarmo-nos. É mutilar a nossa alma. O sonho é o que temos de realmente nosso, de impenetravelmente e inexpugnavelmente nosso. (no Livro do Desassossego)”
Fernando Pessoa (1888–1935) said by 1935 at the latest wikiquote:pt, CC BY-SA 4.0 source
“Nenhuma ideia brilhante consegue entrar em circulação se não agregando a si qualquer elemento de estupidez. O pensamento colectivo é estúpido porque é colectivo: nada passa as barreiras do colectivo sem deixar nelas, como real de água, a maior parte da inteligência que traga consigo". Bernardo Soares no Livro do Desassossego”
Fernando Pessoa (1888–1935) said by 1935 at the latest wikiquote:pt, CC BY-SA 4.0 source
“Nós nunca nos realizamos. Somos dois abismos - um poço fitando o céu." Bernardo Soares, (no Livro do Desassossego)”
Fernando Pessoa (1888–1935) said by 1935 at the latest wikiquote:pt, CC BY-SA 4.0 source
“O êxito está em ter êxito e não em ter condições de êxito. Condições de palácio tem qualquer terra larga, mas onde estará o palácio senão o fizerem ali?" :- Fonte: Livro do desassossego. Cia. das Letras, São Paulo, 1999 p. 133”
Fernando Pessoa (1888–1935) said by 1935 at the latest wikiquote:pt, CC BY-SA 4.0 source
“O meu passado é tudo quanto não consegui ser. Nem as sensações de momentos idos me são saudosas: o que se sente exige o momento; passado este, há um virar de página e a história continua, mas não o texto". (Bernardo Soares)”
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“O mundo é de quem não sente. A condição essencial para se ser um homem prático é a ausência de sensibilidade. (Bernardo Soares)”
Fernando Pessoa (1888–1935) said by 1935 at the latest wikiquote:pt, CC BY-SA 4.0 source
“O perfeito não se manifesta. O santo chora, e é humano. Deus está calado. Por isso podemos amar o santo mas não podemos amar a Deus." (Bernardo Soares, no Livro do Desassossego”
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“Os meus sonhos são um refúgio estúpido, como um guarda chuva contra um raio. Sou tão inerte, tão pobrezinho, tão falho de gestos e atos. (...) Por mais que por mim me embrenhe, todos os atalhos do meu sonho vão dar a clareiras de angústia (Bernardo Soares, no Livro do Desassossego)”
Fernando Pessoa (1888–1935) said by 1935 at the latest wikiquote:pt, CC BY-SA 4.0 source
“Penso as vezes, com um deleite triste, que se um dia, num futuro a que eu já não pertença, estas frases, que escrevo, durarem com louvor, eu terei enfim a gente que me "compreenda", os meus, a família verdadeira para nela nascer e ser amado. [...] Serei compreendido só em efígie, quando a afeição já não compense a quem morreu a só desafeição que houve, aquando vivo." (Bernardo Soares)”
Fernando Pessoa (1888–1935) said by 1935 at the latest wikiquote:pt, CC BY-SA 4.0 source
“Quanto mais diferente de mim alguém é, mais real me parece, porque menos depende da minha subjectividade." Bernardo Soares (no Livro do Desassossego)”
Fernando Pessoa (1888–1935) said by 1935 at the latest wikiquote:pt, CC BY-SA 4.0 source
“Sim, porque a ortografia também é gente. A palavra é completa vista e ouvida. E a gala da transliteração greco-romana veste-ma do seu vero manto régio, pelo qual é senhora e rainha.”
Fernando Pessoa (1888–1935) said by 1935 at the latest wikiquote:pt, CC BY-SA 4.0 source
“Todo o homem de acção é essencialmente animado e optimista porque quem não sente é feliz.”
Fernando Pessoa (1888–1935) said by 1935 at the latest wikiquote:pt, CC BY-SA 4.0 source
“Todo o prazer é um vício, porque buscar o prazer é o que todos fazem na vida, e o único vício negro é fazer o que toda a gente faz. (no Livro do Desassossego)”
Fernando Pessoa (1888–1935) said by 1935 at the latest wikiquote:pt, CC BY-SA 4.0 source
“Amo como o amor ama.”
Fernando Pessoa (1888–1935) said by 1935 at the latest wikiquote:pt, CC BY-SA 4.0 source
“Paro às vezes à beira de mim próprio e pergunto-me se sou um doido ou um mistério muito misterioso." [1912] segundo o site: Casa Fernando Pessoa, vide: [Sou a sombra de mim mesmo]”
Fernando Pessoa (1888–1935) said by 1935 at the latest wikiquote:pt, CC BY-SA 4.0 source
“Cultura não é ler muito, nem saber muito; é conhecer muito" in: Citações e Pensamentos de Fernando Pessoa, organização de Paulo Neves da Silva, editado em 2009 pela Casa das Letras, ISBN 978-972-46-1881-4, p. 25”
Fernando Pessoa (1888–1935) said by 1935 at the latest wikiquote:pt, CC BY-SA 4.0 source
“Nunca, ao despedir-me, me atrevi a voltar-me para trás; tinha medo de vê-lo desvanecer-se, dissolvido no ar.”
Fernando Pessoa (1888–1935) said by 1935 at the latest wikiquote:pt, CC BY-SA 4.0 source
“Não conheço vida de escritor que tenha sido tão falhada; e também nenhuma conheço que tenha sido tão transfigurada pela arte.”
Fernando Pessoa (1888–1935) said by 1935 at the latest wikiquote:pt, CC BY-SA 4.0 source
“Ora você sempre está um lepidóptero!...”
Fernando Pessoa (1888–1935) said by 1935 at the latest wikiquote:pt, CC BY-SA 4.0 source
“... a origem mental dos meus heterónimos está na minha tendência orgânica e constante para a despersonalização e para a simulação. Estes fenómenos - felizmente para mim e para os outros - mentalizaram-se em mim; quero dizer, não se manifestam na minha vida prática, exterior e de contacto com os outros; fazem explosão para dentro e vivo-os eu a sós comigo... Desde criança tive a tendência para criar em meu torno um mundo fictício, de me cercar de amigos e conhecidos que nunca existiram... Desde que me conheço como sendo aquilo a que chamo eu, me lembro de precisar mentalmente, em figura, movimentos, carácter e história várias figuras irreais que eram para mim tão visiveis e minhas como as coisas daquilo a que chamamos, porventura abusivamente, a vida real...”
Fernando Pessoa (1888–1935) said by 1935 at the latest wikiquote:pt, CC BY-SA 4.0 source
“Escrever é esquecer. A literatura é a maneira mais agradável de ignorar a vida. A música embala, as artes visuais animam, as artes vivas (como a dança e a arte de representar) entretêm. A primeira, porém, afasta-se da vida por fazer dela um sono; as segundas, contudo, não se afastam da vida - umas porque usam de fórmulas visíveis e portanto vitais, outras porque vivem da mesma vida humana. Não é o caso da literatura. Essa simula a vida. Um romance é uma história do que nunca foi e um drama é um romance dado sem narrativa. Um poema é a expressão de ideias ou de sentimentos em linguagem que ninguém emprega, pois que ninguém fala em verso.”
Fernando Pessoa (1888–1935) said by 1935 at the latest wikiquote:pt, CC BY-SA 4.0 source
“Era um homem que sabia idiomas e fazia versos. Ganhou o pão e o vinho pondo palavras no lugar de palavras, fez versos como os versos se fazem, isto é, arrumando palavras de uma certa maneira. Começou por se chamar Fernando, pessoa como toda a gente. Um dia lembrou-se de anunciar o aparecimento iminente de um super-Camões, um Camões muito maior do que o antigo, mas, sendo uma criatura conhecidamente discreta, que soia andar pelos Douradores de gabardina clara, gravata de lacinho e chapéu sem plumas, não disse que o super-Camões era ele próprio. Ainda bem. Afinal, um super-Camões não vai além de ser um Camões maior, e ele estava de reserva para ser Fernando Pessoa, fenómeno nunca antes visto em Portugal.”
Fernando Pessoa (1888–1935) said by 1935 at the latest wikiquote:pt, CC BY-SA 4.0 source